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A MINHA GÉNESE


O primeiro espermatozoide a chegar fui eu!

Encontrou-se com um óvulo que era eu

E deu-se a explosão

Centenas de explosões, milhares de divisões.

A partir daí naquele útero adormeci

Sono lento, mas sempre atento

Esperando que na crise do crescimento

Tudo funcionasse ainda antes de ser eu.

E nove meses passados nasci

Num quarto de paredes nuas

Apenas um espelho, onde me vi

Um crucifixo, que não senti

Uma janela clara para o mundo

Que, em cima de um banquinho, eu abri

E um livro com poemas, que logo li.