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CORPOS FUNDIDOS

Com os corpos estremecidos no chão

As mentes fundem-se em infinita paixão.

Nos olhos olhamos uma luz verdadeira

E nos vemos como chamas de fogueira.

Pelos lábios passamos líquidos ardentes

Os olhos fechamos e viramos videntes.

Com as mãos macias os corpos tocamos

Ao ouvido dizemos que nos amamos.

E no meio de tamanha confusão

Somos dois seres em perfeita comunhão.

É então que os corpos se libertam

E em festa duradoura se penetram.

E depois de orgasmos compulsivos

Parecemos mortos, mas estamos vivos.