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LÁPIS DE CARPINTEIRO


A ponta do lápis

Na orelha do carpinteiro

Segreda-lhe ao ouvido

Não preciso de tinteiro.

Marca, risca e desenha

Afia-me se precisar

E traça na madeira

Uma curva de embalar.

Da orelha para a mão

Da mão para o esquema

Ao desenhar o berço

O berço saiu poema.