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SILÊNCIO


 

Os ecos do silêncio voltam velozes

De tão fortes na sua origem

Dos hiatos de música compassados

Da voz calada

E da angústia de dizer nada.

Nem os murmúrios me consolam

Nem as canoras se ouvem

Até as rãs se isolam

Os relâmpagos não estrondam

O vento sopra vazio

E o silêncio não sendo de ouro

É profundo e duradouro.

Mas de repente ouço um silvo

Vindo do infinito

Estoura o silêncio e dou um grito!

 

21 abril 2021

Garcia Mateus